Deputados enfrentarão conselho de ética depois de votar contra governo
13:20 19/07/2019

[Via Campo Grande News]
Os três deputados estaduais tucanos que votaram contra projeto do Governo de Mato Grosso do Sul na Assembleia Legislativa vão ter de dar explicações ao Conselho de Ética, mas o presidente do PSDB, Sérgio de Paula, garante que ninguém será expulso. “Na hora que eles votaram contra, já havia 14 votos a favor, sabiam que a proposta seria aprovada”, disse o comandante da sigla em Mato Grosso do Sul.
Apesar do projeto ter sido aprovado, a postura do trio irritou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que na semana passada disse que talvez os parlamentares “queriam o caos”.
Sérgio de Paula diz entender os motivos dos deputados Marçal Filho, Onevan de Matos e Rinaldo Modesto para votarem contra o projeto de lei que alterou as regras para contratação de professores temporários.
A tabela com remuneração dos professores convocados prevê o valor de R$ 4,1 mil de salário, o que representa redução de 32,55% em relação ao piso regional, que é de R$ 6.079,00 e foi mantido apenas para os concursados, o que gerou protestos da categoria.
“Marçal é pré-candidato a prefeito em Dourados, Onevan pode ser candidato em Naviraí e Rinaldo é professor. Todos têm suas pretensões políticas”, afirmou o presidente. Ele acrescente que acredita que se os votos dos três parlamentares fossem decisivos, eles votariam com o governo.
Justificativas – De Paula afirma que, porém, os deputados terão de dar explicações ao Conselho de Ética e podem receber outras punições.
Líder do PSDB e vice do governo na Casa de Leis, o deputado Rinaldo Modesto votou contra a proposta nas duas apreciações. Na segunda, foi acompanhado pelos colegas de legenda e de base governista Marçal Filho e Onevan de Matos.
Modesto não quis dar entrevistas após a votação, Marçal disse que votou “por convicção” e que esperava que o partido entendesse sua decisão e Onevan destacou que teve “muito apoio dos professores na última campanha eleitoral” e que “não tinha porque ir contra o que eles queriam”.
Também tucanos, Felipe Orro votou a favor do texto encaminhado pelo governo estadual, enquanto Paulo Corrêa não opinou, pois é presidente da Assembleia e só vota em casos de empate.





Comente esta notícia
compartilhar