Um acordo de cooperação, entre a Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH)), vai permitir sistematizar dados de violência contra a mulher em todas as Casas da Mulher Brasileira e não apenas em Campo Grande, já que o Ministério passa a ter direito de uso ao “Sistema Íris”, desenvolvido pela Agetec.
Pioneiro no Brasil, o Sistema Íris foi implementado em 2016 na CMB da Capital e funciona como um banco de dados que permite a coleta padronizada de informações referentes às mulheres atendidas na instituição. O uso da ferramenta garantirá mais agilidade nesse processo que, até hoje, ocorre de forma manual nas demais cidades.
Segundo o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, a Casa da Mulher Brasileira no município vem sendo elogiada pela assertividade das suas ações e também pela eficiência e gestão da informação trazidos com o uso da tecnologia. “Não é a toa que em Campo Grande a Casa da Mulher Brasileira se tornou referência nacional”.
A ministra Damares Alves destaca a importância da sistematização dos dados obtidos em todas CMBs. “Estamos mudando a forma que sempre se encarou a violência contra a mulher. Não é mais uma questão meramente ideológica, mas um verdadeiro enfrentamento a esse grande problema. Com a sistematização dos dados, vamos poder adotar as medidas mais adequadas para mudar essa triste realidade”..
A Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Tai Loschi, afirmou ser uma satisfação poder compartilhar as ações da Casa que se mostraram ser eficientes. “Modelos inovadores de gestão que garantem mais eficiência na aplicação das políticas públicas devem ser adotados em todos os lugares. Ter em Campo Grande um sistema de informatização pioneiro que demonstrou ser muito útil, nos gera orgulho e satisfação”.
Paulo Fernandes Garcia Cardoso, diretor-presidente da Agetec, explicou que o Sistema Íris foi desenvolvido e vem sendo aprimorado para atender as demandas da Casa da Mulher Brasileira. “É gratificante saber que outros municípios poderão utilizá-lo, principalmente ao considerar os ganhos que a tecnologia trouxe para as equipes locais”.
Para a titular da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), Cristiane Britto, a sistematização dos dados gerados na Casa da Mulher Brasileira permitirá monitorar a política pública implementada. “A nossa intenção é transformar esse sistema numa fonte de consulta, para elaboração de novas políticas públicas”.
Cristiane explica que o sistema de atendimento e de armazenamento de dados a ser implementado nas CMBs está sendo projetado de modo a fornecer estatísticas necessárias para monitorar e avaliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Via CGNotícias