Esportes

Campo-grandense Yeltsin Jacques conquista prata no Mundial de Atletismo Paralímpico

Circuito MS

14:41 27/09/2025

O sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, de Campo Grande, abriu o quadro de medalhas do Brasil no Mundial Paralímpico de Atletismo 2025, disputado em Nova Déli, na Índia. Na madrugada deste sábado (27), ele conquistou a medalha de prata nos 5.000 metros da classe T11 (deficiência visual), com o tempo de 15min29s73, sua melhor marca da temporada.

O ouro ficou com o japonês Kenya Karasawa, atual campeão mundial, que completou a prova em 15min23s38. O russo Fedor Rudakov levou o bronze.

“Era o atual campeão mundial da prova na casa do japonês. Agora foi a vez dele vencer. A gente sentiu muito o calor, está muito quente. Só quem está aqui para sentir. Está pior que quando competimos no verão de Tóquio. Feliz por conquistar a primeira medalha do Brasil nesse Mundial”, declarou Yeltsin após a prova.

Seis medalhas em Mundiais

A prata conquistada na Índia é a sexta medalha de Yeltsin Jacques em Mundiais e a terceira nos 5.000 metros – ele já havia faturado o ouro em Kobe 2024 e o bronze em Paris 2023. Aos 34 anos, o campo-grandense é referência no esporte paralímpico, com títulos também em Jogos Paralímpicos e Pan-Americanos.

Mais medalhas para o Brasil

Além de Yeltsin, o Brasil conquistou outra prata neste início de competição. O paranaense Vinícius Cabral, estreante em Mundiais, ficou em segundo lugar nos 100m T71 com 22s43, atrás apenas do polonês Artur Krzyzek (21s19). “É uma alegria enorme poder conquistar uma medalha em meu primeiro Mundial. O calor também dificultou bastante”, disse o atleta.

Outros brasileiros seguem firmes na disputa por pódios. O paraibano Petrúcio Ferreira e o paulista Thomaz Ruan avançaram à final dos 100m T47, enquanto Kesley Teodoro (RO) e Joeferson Marinho (PB) garantiram vaga nas semifinais dos 100m T12.

Orgulho sul-mato-grossense

Mais do que o resultado esportivo, a medalha de Yeltsin Jacques reforça o vínculo do atleta com suas origens. Natural de Campo Grande, ele nunca deixa de destacar Mato Grosso do Sul como parte de sua identidade e motivação nas pistas.

O Mundial segue até o início de outubro e terá a participação de mais de 50 atletas brasileiros em busca de medalhas.

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