Campo Grande

Horto Florestal passará por revitalização com uso de mão de obra prisional

Circuito MS

6:48 03/03/2026

Com investimento inicial previsto de aproximadamente R$ 3,5 milhões, a expectativa é que uma parte das melhorias seja entregue entre julho e agosto deste ano

Nesta segunda-feira (2), o Sistema Comércio MS (Fecomércio-MS, Sesc MS e Senac MS) oficializou a parceria com o Conselho da Comunidade de Campo Grande (CCCG/MS), por meio do programa de ressocialização de presos. O projeto foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande.

A iniciativa integra o projeto de revitalização do Horto Florestal e já começa com 15 internos do regime semiaberto, que atuarão na limpeza e manutenção da área, que possui 4,3 hectares na região central de Campo Grande.

O investimento inicial previsto é de aproximadamente R$ 3,5 milhões para manutenção, reformas estruturais, recuperação de calçamento interno e externo e construção de novos equipamentos. A expectativa é que parte significativa das melhorias seja entregue já no segundo semestre, entre julho e agosto.

 
De acordo com o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, a assinatura do convênio marca o início efetivo das obras.

“Há seis meses nós assinamos essa intenção de parceria com a Prefeitura Municipal, para a revitalização completa do Horto Florestal, até que na semana passada recebemos a chave para que a gente pudesse começar as reformas. E hoje estamos firmando esse nosso convênio com o juiz Albino Coimbra, no sentido de fazer essa parceria com o sistema prisional. Hoje estamos com 15 pessoas trabalhando aqui na limpeza e, posteriormente, poderemos utilizá-las em outras partes da reforma”, afirmou.

O juiz Albino Coimbra Neto ressaltou que o regime semiaberto permite o trabalho externo, desde que haja fiscalização rigorosa e seleção criteriosa dos internos.

“O sistema funciona. O Parque dos Poderes, o Parque das Nações Indígenas e o campus da UFMS são mantidos com mão de obra prisional. Para isso dar certo, há avaliação da unidade prisional, autorização judicial e acompanhamento diário. A cada ano trabalhado, o preso reduz 104 dias da pena. É isso que eles querem e é o que a sociedade espera: que trabalhem e, por meio do trabalho, tenham consciência do seu papel perante a sociedade”, concluiu.

O projeto conta ainda com a parceria da Polícia Militar Ambiental e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), além do acompanhamento do Poder Judiciário, garantindo fiscalização e responsabilidade social.

Proposta 
Segundo Edison Araújo, a proposta é preservar o patrimônio ambiental existente e transformar o espaço em referência de lazer e convivência para a população. 

“Do gradil para dentro, a responsabilidade é nossa. Primeiro conservar o inventário de árvores e plantas já existentes e depois promover melhorias que sejam interessantes para a comunidade, como a área de shows, os espelhos d’água, espaço para crianças, parquinho, academia ao ar livre. Isso aqui será motivo de orgulho para Campo Grande”, destacou.

Para o juiz Albino Coimbra Neto, a parceria fortalece o processo de ressocialização e beneficia toda a sociedade.

“Como vocês estão vendo, eles já estão trabalhando desde o primeiro dia. Além da limpeza, poderão atuar em serviços pontuais de reforma. Haverá empresa contratada para a obra maior, com engenheiro responsável, e essa empresa também poderá contratar a mão de obra prisional, porque existe essa possibilidade legal”, explicou.

A iniciativa reforça o compromisso do Sistema Comércio MS com o desenvolvimento urbano sustentável, a responsabilidade social e a valorização de espaços públicos estratégicos para a qualidade de vida da população de Campo Grande.

Via Correio do Estado MS

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