Asfalto passa por teste em laboratório e controle de padrão antes de cobrir as ruas de Campo Grande
12:00 06/03/2026

Recomposição do pavimento faz parte do compromisso da Águas Guariroba sempre que são realizados serviços de saneamento
Em cada recomposição asfáltica executada pela Águas Guariroba existe um fluxo técnico estruturado, baseado em normas nacionais e controle permanente de materiais. A recomposição do pavimento faz parte do compromisso da concessionária sempre que são realizados serviços de saneamento, como implantações, manutenções ou ligações nas redes de água e esgoto.
Para garantir que essas intervenções sejam concluídas com qualidade e segurança, o trabalho é conduzido pelo Laboratório Tecnológico de Análises de Solo e Asfalto da concessionária, responsável por analisar parâmetros, validar processos e acompanhar o desempenho do asfalto aplicado nas ruas de Campo Grande em processos de recomposição da pavimentação.
Criado em 2018, o laboratório é coordenado por Isabelle Bená e tem como líder técnico Fábio de Souza Bogado. A equipe conta com mais 5 colaboradores que garantem que as aferições sejam realizadas seguindo normativas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especificações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O espaço funciona como centro de referência para definição de critérios e realização de contraprovas dos materiais utilizados nas obras.
“Nosso compromisso é assegurar que as recomposições sigam parâmetros técnicos reconhecidos nacionalmente. O laboratório existe para dar suporte às equipes de campo, validar materiais e garantir que as intervenções entreguem segurança, desempenho e durabilidade”, afirma Isabelle Bená.
Ao assegurar padrões rigorosos de engenharia no processo, a concessionária protege a infraestrutura urbana, reduz a necessidade de retrabalhos e reforça seu compromisso com a prestação de serviços eficientes e duradouros para a cidade.
Padrão que nasce antes de chegar às ruas
Com amostras do material que será utilizado no reaterro das valas abertas para inserção das tubulações, o laboratório inicia a caracterização do solo, identificando a distribuição dos grãos (areia, brita e finos) para verificar se atende às faixas granulométricas adequadas.
Em seguida, é realizado o ensaio de compactação, conforme a NBR 7182 da ABNT, que determina a chamada umidade ótima, quantidade ideal de água para que o solo atinja sua maior densidade. Quanto menor o volume de vazios internos, maior a resistência e menor o risco de afundamento futuro.
Depois, o material passa pelo ensaio de CBR (Índice de Suporte Califórnia), regulamentado pela NBR 9895, que mede a capacidade de suporte do solo sob carga. Esse teste indica se a base terá resistência suficiente para receber o tráfego sem deformações. Somente após esses parâmetros estarem dentro dos padrões técnicos o solo é liberado para aplicação em campo.
No caso do asfalto, o controle começa com a verificação do teor de CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), por meio da extração do ligante da mistura. O procedimento confirma se a quantidade de material responsável por “ligar” os agregados está dentro do previsto em projeto.
Na sequência, é realizada a análise granulométrica da mistura e o ensaio Marshall, metodologia consagrada nas especificações do DNIT, que avalia estabilidade (resistência à deformação) e fluência (capacidade de suportar carga sem trincar).
Durante esse processo, o laboratório molda corpos de prova, peças cilíndricas produzidas com a mesma massa asfáltica que será aplicada na rua. Esses “pedaços de asfalto” passam por testes de resistência e servem como referência técnica. É a partir deles que se estabelece o padrão que deverá ser replicado na obra.
“O que a gente faz aqui não é só testar material. A gente constrói um parâmetro. Quando eu defino a umidade ótima, quando eu determino o teor ideal de CAP, eu estou dizendo qual é o comportamento que essa rua vai ter daqui a seis meses, um ano ou cinco anos. Asfalto muito rígido, trinca. Muito rico em ligante pode deformar. Solo mal compactado recalca. Tudo é equilíbrio. O laboratório existe para encontrar esse ponto ideal e transformar isso em padrão de campo”, explica Fábio.
Execução alinhada ao padrão técnico
Na prática, é a equipe de campo que aplica esses parâmetros na recomposição das valas.
“A equipe já sai com o material beneficiado, ou seja, na umidade ótima e pronto para uso. Ao chegar ao local, confere a sinalização da via e verifica as condições da vala. Se houver material úmido inadequado dentro da vala, ele precisa ser retirado antes do início do reaterro”, aponta o coordenador de serviços da Águas Guariroba, Hugo Faleiro.
Segundo ele, o cuidado principal está na compactação correta. “A recomposição é feita em camadas. A primeira pode ter até 40 centímetros e serve como proteção da rede no fundo da vala. Depois, aplicamos camadas sucessivas de até 20 centímetros, sempre com compactação.”
Na etapa final, a equipe deixa um espaço que pode chegar a 10 centímetros, conforme o movimento da via, para a aplicação do asfalto. “Aplicamos o ICM-30, que é um material impermeabilizante e, após análise e autorização do laboratório, a recomposição asfáltica pode ser realizada”, finaliza Faleiro.
Trabalho além dos limites do laboratório
Antes da recomposição asfáltica, a equipe do Laboratório Tecnológico de Análises de Solo e Asfalto mede o grau de compactação do solo já aplicado na vala, em frentes de obras estratégicas, comparando os índices obtidos com aqueles definidos internamente.
Um dos métodos utilizados é o ensaio de densidade in situ pelo frasco de areia, conforme a NBR 7185 da ABNT. O procedimento consiste na abertura de um pequeno furo na camada já compactada. O solo retirado é pesado e, em seguida, o espaço é preenchido com areia padronizada por meio de um equipamento semelhante a uma ampulheta. A quantidade de areia utilizada permite calcular o volume exato do furo e, consequentemente, determinar a densidade real do solo naquele ponto.
Para tornar o processo ainda mais preciso e ágil, a Águas Guariroba também investiu na tecnologia do LWD (Light Weight Deflectometer). O equipamento aplica um impacto controlado sobre o solo e mede sua deformação imediata. Enquanto o ensaio do frasco de areia confirma a densidade do material, o LWD avalia sua resposta estrutural, ou seja, o quanto aquela base está rígida e preparada para suportar carga. A associação dos dois métodos permite uma verificação mais completa da qualidade da execução.
Análise pós-asfaltamento
Em frentes selecionadas de obra, depois da aplicação da massa asfáltica o acompanhamento por parte do laboratório continua. São realizadas aferições in loco para confirmar se o grau de compactação atende aos índices exigidos pelas normas técnicas e especificações do DNIT.
Além disso, é feita a extração de testemunhos do pavimento, uma perfuração que retira uma amostra cilíndrica da camada asfáltica já executada. Essa peça é analisada no laboratório para comparação com os corpos de prova gerados previamente, permitindo a comparação e verificação de espessura, densidade e conformidade com os parâmetros definidos nos ensaios Marshall e de teor de CAP.
O objetivo é garantir que o material aplicado na rua corresponda exatamente ao padrão aprovado previamente.
“O controle não termina quando o asfalto é aplicado. Ele só termina quando eu tenho certeza de que aquilo que eu defini no laboratório está refletido no campo”, resume o líder técnico do laboratório.
Técnica como garantia de durabilidade
Com testes normatizados, contraprovas periódicas e acompanhamento em todas as etapas, do solo à camada final, o laboratório tecnológico da Águas Guariroba sustenta tecnicamente as recomposições realizadas na capital.
Para quem teve contato com as obras e a recomposição das vias, a qualidade do serviço faz diferença. “A gente sabe que a obra é necessária, mas o que importa é como a rua fica depois. Aqui fizeram o serviço e logo em seguida já colocaram o asfalto. E ficou o benefício do saneamento”, comenta Ilda Carvalho, moradora do bairro jardim presidente.
Para além da recomposição do asfalto, o trabalho reflete um compromisso com a qualidade da infraestrutura urbana e com o bem-estar da população, que recebe saúde e dignidade por meio do saneamento aliado a padrões técnicos rigorosos nas obras executadas pela Águas Guariroba.
Liderança em Saneamento
As empresas de saneamento que atuam no Estado do Mato Grosso do Sul, Águas Guariroba e a PPP- Ambiental MS Pantanal, fazem parte do grupo Aegea Saneamento, que é líder no setor privado de saneamento básico no Brasil e atende mais de 39 milhões de pessoas. A companhia está presente em quase 900 cidades de 15 estados brasileiros, com atuação de norte a sul do país.
Opera nos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, trabalhando que mais brasileiros tenham acesso a água e esgoto tratados, promovendo o desenvolvimento sustentável e a melhoria da saúde pública nessas regiões.
Via Enfoque MS





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