Meio Ambiente

Área queimada no Pantanal cresce 42% e passa de 124 mil hectares

Bioma concentra 83% de toda a extensão atingida pelo fogo em Mato Grosso do Sul neste ano

A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul chegou a 124.227 hectares entre 1º de janeiro e 1º de outubro deste ano, alta de 42,2% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço ocorre enquanto o total registrado nos três biomas do Estado caiu 20,6%, de 187.829 para 149.047 hectares, diferença que fez o Pantanal concentrar 83,3% de toda a extensão atingida pelo fogo em 2026.

Os números fazem parte do Informativo nº 6 de monitoramento de incêndios florestais, divulgado nesta sexta-feira (2) pela Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O levantamento reúne dados analisados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e pelo Corpo de Bombeiros Militar até 1º de outubro.

A diferença entre os biomas explica a redução no resultado estadual. No Cerrado, a área queimada caiu de 84.837 hectares em 2025 para 21.863 neste ano, retração de 74,2%. Na Mata Atlântica, o recuo foi ainda maior, de 15.611 para 2.957 hectares, ou 81,1%, enquanto o Pantanal avançou de 87.381 para 124.227 hectares no mesmo intervalo.

O comportamento também aparece na quantidade de eventos de fogo identificados pelo monitoramento. O Pantanal passou de 121 registros em 2025 para 161 neste ano, crescimento de 33,1%. No Cerrado, o total caiu de 671 para 411, e na Mata Atlântica houve redução de 93 para 75 eventos, o que levou o conjunto dos três biomas de 885 para 647 ocorrências mapeadas.

Os atendimentos realizados pelos Bombeiros seguiram trajetória de queda. A corporação contabilizou 2.551 ocorrências de incêndio em vegetação entre janeiro e o início de outubro, contra 3.920 no mesmo recorte do ano passado, redução de 34,9%. Esse dado corresponde aos chamados atendidos pelas equipes e não deve ser confundido com os eventos de fogo detectados pelo monitoramento territorial.

Ao mesmo tempo, cresceu a emissão de atestados de conformidade contra incêndios florestais. No Pantanal, foram 89 documentos em 2026, ante 41 no ano anterior, aumento de 117,1%. O Cerrado passou de 27 para 71 emissões, alta de 163%, enquanto a Mata Atlântica saiu de um para três registros, crescimento de 200%.

Somados, os três biomas tiveram 163 atestados emitidos neste ano, contra 69 no mesmo período de 2025. O aumento supera 130% e ocorre em um cenário no qual a prevenção continua necessária, principalmente nas regiões onde a probabilidade de fogo permanece elevada.

Via Correio do Estado MS

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