Levantamento da Aprosoja aponta baixa adesão à técnica na segunda safra 2025/2026, apesar de o manejo integrado de pragas estar presente em 99,6% da área pesquisada
O controle biológico de pragas ainda tem baixa adesão nas lavouras de milho de Mato Grosso do Sul. Levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) aponta que apenas 27% da área pesquisada na segunda safra 2025/2026 utiliza agentes biológicos para combater insetos e outros organismos que prejudicam a produção. Nos outros 73%, a técnica não é adotada.
Durante as visitas de campo, os técnicos identificaram 98 propriedades que utilizam o método, enquanto outras 407 informaram não recorrer ao controle biológico.
Entre os produtores que adotam a técnica, 88% aplicam os agentes biológicos em toda a área cultivada. Nos outros 12%, a utilização ocorre apenas em parte das lavouras.
O levantamento também identificou diferenças nas modalidades de aplicação. O controle classificado como clássico representa 48% da área que utiliza agentes biológicos. Já o método aplicado corresponde a 42,9%, enquanto outras modalidades somam 9,1%.
Manejo integrado
Apesar da baixa participação do controle biológico, o manejo integrado de pragas está presente em 99,6% da área pesquisada. A estratégia consiste no monitoramento da presença e da quantidade de organismos que atacam as plantas, permitindo definir as medidas mais adequadas para reduzir os danos à produção.
As duas práticas têm finalidades relacionadas, mas não são equivalentes. Enquanto o manejo integrado reúne diferentes estratégias de controle, o método biológico utiliza organismos vivos ou seus agentes para combater as pragas.
Segundo o levantamento, o monitoramento das lavouras também pode contribuir para reduzir a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas.
A pesquisa faz parte do projeto Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (Siga-MS), que acompanha diferentes etapas da produção agrícola, desde o plantio até o desenvolvimento e a colheita das culturas.
Via Capital News