Nesta segunda-feira (09), a Petrobras anunciou o reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras
O Correio do Estado buscou saber o quanto o último reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras deverá afetar no bolso dos consumidores de Mato Grosso do Sul.
Segundo o diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes (Sinpetro/MS), Edson Lazarotto, o aumento é destinado apenas ao diesel.
“O impacto para o primeiro reajuste efetuado pelo novo presidente da Petrobras será de 8,8% nos produtos diesel S 10 e diesel S 500, e deve impactar em média em R$ 0,39 centavos em cada produto”, destacou.
Conforme dados do último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do óleo diesel está custando, em média, R$ 6,52 na Capital.
Em outras cidades do Estado, os preços ficam quase na mesma faixa de preço. Em Corumbá, R$ 6,98; em Dourados, R$ 6,42 e em Três Lagoas, R$ 6,79.
Desse modo, em Campo Grande, o óleo diesel deve chegar a um preço médio de R$ 6,91.
Saiba mais
O preço da gasolina não passou por reajuste atualmente, o último aconteceu há quase 60 dias.
Entretanto, como já noticiado pelo Correio do Estado, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras, em Mato Grosso do Sul, o litro da gasolina atinge valor recorde nos postos, com preços de até R$ 7,09, variando entre R$ 6,87 e R$ 7,89.
Relembre
Atualmente, o preço do óleo diesel nos postos brasileiros está custando, em média, R$ 6,63 o litro, segundo a última pesquisa da ANP.
De acordo com a Petrobras, esse é o primeiro reajuste do combustível em 60 dias. Diferentemente do diesel, a gasolina e o Gás liquefeito de petróleo (GLP) tiveram seus preços mantidos.
Com o reajuste, a parcela recebida pela petroleira no preço pago pelo consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 por litro.
Esse valor é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda é somado aos custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, bem como do ICMS.
A petroleira justifica o aumento com base no balanço global de diesel que está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta em razão da demanda.
Via Correio do Estado MS