[Via Campo Grande News]
As vias de Campo Grande ainda não têm previsão para serem recapeadas por falta de dinheiro, segundo o prefeito Marquinhos Trad (PSD). Gastando R$ 3 milhões por mês com o tapa-buraco e com 15 mil buracos já tapados, a solução paliativa continua até que consiga um empréstimo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
“Nós já tapamos 15 mil buracos do tamanho de uma tampa de bueiro, isso equivale a apenas 1km de via recapeada, por isso no momento não compensa tanto recapear, isso só vai acontecer quando tivermos dinheiro e não temos, então vamos continuar com o tapa-buracos”, disse.
Marquinhos explicou ainda que a Prefeitura tem R$ 3 bilhões para receber em impostos e tributos e que parte desse dinheiro vem do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), mas que de 10 contribuintes, quatro deixam de pagar. “Enquanto isso estou tentando recursos com o BNDES, mas está um pouco difícil porque assim como quando você vai pegar um empréstimo em qualquer banco eles querem olhar seu histórico de pagamento, o Banco Nacional também quer, eles geralmente olham os últimos dois anos e o nosso histórico nesse período não é dos melhores”, comentou.
Cobrado por toda a população, Trad diz que sabe que o problema dos buracos não é de apenas conforto para os veículos, mas que chega a ser de saúde pública causando acidentes e de orçamento financeiro, por prejuízo causado aos motoristas. “As pessoas falam que eu estou jogando dinheiro fora com o tapa-buraco, mas então tenho que deixar 12, 15 mil buracos abertos para recapear 1km de via, não tem como”, concluiu.
Até o final de seu mandado, a expectativa é de que os bairros Rita Vieira, Nova Campo Grande e Jardim Noroeste sejam asfaltados, além da recuperação de 40% das principais vias das sete regiões urbanas da Capital. “A nossa parte estamos fazendo, talvez não na velocidade que vocês queriam, mas como podemos”, finalizou.