Saúde

Ministério Público investiga falta de medicamentos para pacientes com câncer no Hospital Regional

Vistoria identificou remédios oncológicos com estoques baixos ou zerados; Ministério Público cobra esclarecimentos e medidas para evitar prejuízos aos tratamentos

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis falhas no abastecimento de medicamentos utilizados no tratamento de pacientes com câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A investigação foi aberta após o órgão receber informações sobre problemas no atendimento a pacientes da unidade. Durante uma vistoria técnica, foram identificados medicamentos oncológicos com estoques reduzidos e outros completamente esgotados, levantando preocupações sobre a continuidade dos tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de o hospital ter adotado providências para regularizar o fornecimento dos medicamentos, o Ministério Público decidiu aprofundar a apuração para verificar se as medidas são suficientes para garantir o atendimento aos pacientes. O procedimento busca identificar possíveis falhas na gestão dos estoques e prevenir novas situações de desabastecimento que possam comprometer o acompanhamento médico e a realização das terapias contra o câncer.

Como parte da investigação, o MPMS requisitou informações atualizadas à direção do Hospital Regional sobre a disponibilidade dos medicamentos, os processos de aquisição e eventuais impactos nos atendimentos. O órgão também solicitou esclarecimentos sobre as estratégias adotadas para impedir que novos episódios de falta de remédios ocorram na unidade. A apuração deverá avaliar a efetividade das providências já anunciadas pelo hospital e a necessidade de medidas adicionais para assegurar o abastecimento regular.

Uma reunião de trabalho também foi agendada com representantes do Hospital Regional e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para discutir soluções e acompanhar a evolução do caso. O objetivo é garantir que os pacientes oncológicos atendidos pela rede pública tenham acesso contínuo aos medicamentos necessários, evitando interrupções nos tratamentos. O Inquérito Civil permanece em andamento, e o Ministério Público deverá acompanhar as medidas implementadas até que a regularidade do abastecimento seja verificada.

Via Capital News

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