Política

Para TRE, conflito entre ex-dirigente do PSL e Soraya é “problema” da sigla

[Via Campo Grande News]

prosseguimento à Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

Soraya e seu segundo suplemente, Danny Fabrício Cabral Gomes, também sócio dela em escritório de advocacia, fizeram acusações contra Rodolfo no dia 6 de outubro do ano passado, véspera do primeiro turno das eleições, quando a senadora era ainda candidata e o acusado presidente do PSL no Estado.

A briga entre a senadora e o ex-dirigente partidário – hoje, ela é presidente da legenda – chegou à denúncia de ameaça. Soraya registrou boletim de ocorrência contra o colega de partido e durante a campanha eleitoral, usou colete à prova de balas.

À Justiça Eleitoral, contudo, a então candidata pediu a ilegibilidade do suplente.

Conforme o pedido de investigação entregue ao TRE-MS, após a aprovação da chapa do PSL na convenção partidária estadual, “fatos gravíssimos ocorreram” e prejudicaram a campanha eleitoral de Soraya e de Jair Bolsonaro no Estado.

A senadora e Danny Fabrício alegam ainda que Dorival Betini, então candidato a senador pelo Partido da Mulher Brasileira, ou alguém a seu mando, teria imprimido na Gráfica Exata, adesivos vinculando seu nome e número ao de Bolsonaro, sem reação do presidente regional do PSL.

Outra situação denunciada é de que santinhos de candidatos do PSL a deputado estadual trazia os demais campos em branco, ou seja, sem divulgar o número de Soraya ao Senado e de Bolsonaro para a Presidência. Já outros santinhos de candidato do PSL estampavam os números de Nelson Trad Filho (PTB) e Marcelo Miglioli (PSDB), adversários de Soraya na corrida pelo Senado.

Na ação, Soraya e Danny pedem os recibos de pagamento das gráficas responsáveis pela confecção de todo o material gráfico indicado no processo e confeccionado pela coligação com os nomes de candidatos ao Senado de outros partidos.

Eles também pedem à Justiça Eleitoral que seja reconhecido o abuso de poder político e econômico, condenando Rodolfo ao pagamento de multa e declaração de sua inelegibilidade, além da cassação do eventual registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado.

Trâmite – Em novembro, o desembargador Sérgio Martins já havia decidido pela extinção do processo e na sessão da noite desta segunda-feira (22), por seis votos a zero, o plenário confirmou a decisão anterior.

“Basicamente, o entendimento dos desembargadores é que esta é uma questão a ser resolvida dentro do partido e não no Judiciário. Um deles até citou que dentro da legenda houve uma discussão que não resultou em nada e por isso, não há motivo para prosseguir com a ação”, explicou Maitê Nascimento Lima, advogada do escritório de Ary Raghiant, que acompanhou a sessão.

A decisão ainda não foi publicada.

 

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