Satélite mostra que desmatamento ilegal se mantém no Pantanal de MS
11:06 05/04/2024

Em um dos casos investigados, o proprietário rural suprimia vegetação nativa desde 2008 sem aparentemente ser punido
Satélite do Núcleo de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Nugeo), criado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostra que desde 2008, passando pelo período de criação e discussão da nova lei do Pantanal em 2023, até março deste ano, mais de 2 mil hectares de matas foram desmatadas ilegalmente no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
De acordo com inquéritos do MPMS, imagens de satélite constataram que entre os dias 25 de maio e 2 de novembro de 2023, somente um empresário, que reside em Campo Grande, desmatou 585,34 hectares sem qualquer tipo de autorização no Pantanal de Corumbá.
O mesmo empresário, que já presidiu associações de criadores de Nelore, já havia sido multado por desmatamento ilegal de 6,8 hectares em abril do ano passado, no valor de R$ 7 mil.
Outro caso investigado pelo MPMS também é de uma situação recorrente de desmatamento. Em uma fazenda localizada em Corumbá, onde o Ministério Público constatou que foram feitas a supressão vegetal de 12 áreas, totalizando 120,26 hectares.
De acordo com o Ministério Público a devastação de matas do Pantanal aconteceram em áreas declaradas como Remanescente de Vegetação Nativa e Área de Atividade Agrossilvopastoril, entre julho 2008 e maio 2012, e de Pastagem Nativa, no período de janeiro de 2016 a outubro de 2023.
Laudos técnicos do inquérito contra o proprietário da fazenda pontuaram que foi identificada que o fazendeiro tinha uma autorização Ambiental válida de junho de 2021 a junho de 2025, referente a supressão vegetal, porém de acordo com a investigação do MPMS, os desmates não ocorrerem neste perímetro autorizado.
APÓS LEI DO PANTANAL
Esses casos se somam com os registrados no primeiro trimestre deste ano, quando, de acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), já com a Lei do Pantanal existindo, neste primeiro trimestre deste ano, mas de 1.328 hectares foram suprimidos ilegalmente no bioma, entre janeiro e março de 2024.
Entre as 18 ocorrências registradas, quatro foram em Aquidauana, oito em Coxim e três em Corumbá, sendo que a mais grave aconteceu neste último município, onde 1.289,67 hectares de vegetação nativa do Pantanal foram queimadas, com multa aplicada para o proprietário das terras de R$ 9,6 milhões.
Via Correio do Estado MS





Comente esta notícia
compartilhar