[Via Correio do Estado]
Marun defendeu também que em momento eleitoral o judiciário não deveria decidir nada sobre o pleito, “a não ser que tenham provas” robustas contra algum candidato. “O que encontraram dentro? O que encontraram ali que André poderia estar escondendo nessa quitinete? Não falaram nada e dizem isso um ano depois? Nas vésperas das convenções?”, indagou Marun.
O ministro alega também que “com certeza André será solto” até o dia 15 de agosto [prazo final para registrar candidaturas], mas que o ex-governador não vai disputar as eleições de 2018. O MDB tinha Puccinelli como “nome forte” e não pensavam em plano B, mas com a prisão dele, Marun disse que o partido teve que se reunir e escolher outro candidato. “A Simone será nossa candidata, ela está preparada para a eleição, mas não se preparou alianças”, afirmou.
Segundo Marun, a senadora Simonte Tebet, pré-candidata escolhida para substituir André no pleito, está “muito preocupada” e que em reunião na cada do senador Waldemir Moka, na noite de ontem (3), a sigla fez algumas definições. “Aconteceu reunião ontem, cheguei de Brasília, Simone está preocupada, mas como que ela constrói candidatura em uma semana? Ela está mais preocupada que todo mundo. Temos 60 dias antes da eleição, não temos programa, não tem nada”, lamentou.
O ministro acentuou também que tanto ele como a senadora não sabiam sobre as coligações e alianças que estavam sendo firmadas por André e reforçou que processo político do Estado está “maculado”.
O ministro deu as informações no programa Tribuna Livre, na manhã desta sexta-feira (3).
VICE
O MDB ainda não decidiu sobre quem será o vice de Simone, mas há especulações sobre o deputado estadual Renato Câmara. O parlamentar está sendo cotado devido a sua representação na região de Dourados e por ser liderança nova.