CDBs de bancos médios continuam como boas opções de investimento, enquanto poupança traz piores retornos; confira rendimentos após corte de juros
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic, referência dos juros básicos do país, em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, nesta quarta-feira (5).
A decisão marca o quarto corte consecutivo após uma sequência de decisões em que a taxa vinha sendo mantida inalterada, e atende às expectativas do mercado que já apostavam por uma queda de 0,25%.
Veja a seguir quanto rende aplicar R$ 1 mil com o novo patamar da Selic:
A pedido do CNN Money, Michael Viriato, da Casa do Investidor, realizou um levantamento que indica que os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de bancos médios podem chegar a 105% do CDI, sendo assim os mais rentáveis da renda fixa.
Nessa hipótese, a aplicação alcançaria R$ 1.056,97 em seis meses e R$ 1.352,92 em 30 meses.
No entanto, saindo da renda fixa, os Fundos de Ações do Ibovespa oferecem os maiores retornos dentre todos os investimentos, podendo chegar a R$ 1.065,43 após seis meses e R$ 1.372,88 após 30 meses da primeira aplicação.
Já na outra ponta, a poupança aparece como a alternativa menos atrativa nesse cenário de Selic um pouco mais baixa. O valor investido subiria para R$ 1.038,12 em seis meses e atingiria R$ 1.205,72 em 30 meses.
Os cálculos já consideram rendimentos líquidos, isto é, com desconto do imposto de renda sobre os ganhos, exceção feita à poupança, que é isenta.
A simulação também leva em conta taxas de administração de 0,50% para fundos DI e de 0,2% para o Tesouro Selic, embora esses custos possam variar conforme a instituição ou corretora.
Decisão do Copom
A decisão do colegiado saiu por volta das 18h30. A decisão veio em linha com a expectativa de investidores e especialistas era de que o Banco Central desse continuidade ao ciclo de cortes na Selic, iniciado em março deste ano, quando a taxa passou de 15% — patamar mantido desde junho de 2025 — para 14,75%.
De acordo com as probabilidades das opções de Copom da B3, havia 95% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta quarta-feira.
A aposta de corte ganhou força depois da divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) de julho.
A prévia da inflação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) avançou 0,06% no mês, muito abaixo do esperado, e desacelerou para 4,52% em 12 meses.
Além disso, às vésperas da reunião, o Boletim Focus, que capta as projeções do mercado para indicadores macroeconômicos, reduziu as expectativas para os juros neste ano.
A previsão para a taxa básica foi reduzida para 13,75% ao fim de 2026, ante expectativa de 14% nas últimas cinco semanas.
O Copom se reúne em mais três ocasiões neste ano: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.
Via CNN Brasil