Educação

UFMS participa de estudo que valida tecnologia para prematuros

Circuito MS

18:58 03/06/2026

Tecnologia incorporada ao SUS ajuda a identificar prematuros com mais precisão e pode ampliar o acesso ao diagnóstico neonatal em regiões remotas

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participaram da validação do PreemieTest®, tecnologia que estima com mais precisão a idade gestacional de recém-nascidos. O estudo faz parte de uma rede coordenada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e contribuiu para a recente incorporação do dispositivo ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora da equipe da UFMS, Daniele Soares Marangoni, destacou a participação da instituição na fase de validação da tecnologia. “Integrando uma rede colaborativa coordenada pela UFAM, a UFMS participou da quarta fase do estudo, destinada à validação do PreemieTest® em cenários reais de atendimento”, afirmou.

O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e utiliza tecnologia optoeletrônica para analisar a pele do bebê e estimar sua idade gestacional. Segundo Daniele, “ele é capaz de identificar um prematuro e estimar a probabilidade de o bebê necessitar de assistência em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal”.

Em Mato Grosso do Sul, os testes ocorreram no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, na Maternidade Cândido Mariano e na Casa de Parto Florescer. A equipe da UFMS também treinou profissionais de saúde, coletou dados clínicos e acompanhou os recém-nascidos após a alta. “Somente em Campo Grande, quase 400 recém-nascidos foram avaliados em poucos meses de estudo”, ressaltou a pesquisadora.

A pesquisa avaliou mais de cinco mil bebês no Brasil e em Honduras. Com a incorporação do PreemieTest® ao SUS, a expectativa é ampliar o acesso à tecnologia em regiões remotas. “O primeiro minuto de vida é decisivo para o recém-nascido. Ter acesso imediato a informações confiáveis sobre a idade gestacional pode qualificar a tomada de decisões clínicas e reduzir mortes evitáveis”, concluiu Daniele.

Via Capital News

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